Quando iniciar seu uso?
A aplicação feita no consultório após criteriosa avaliação permite o retorno às atividades laborativas leves no mesmo dia, com o cuidado de não baixar a cabeça por 4 a 6 horas e não massagear o local. Vê-se o resultado em até 15 dias. A duração média é de 6 meses.
Quando a mímica da expressão fazem surgir finas rugas, independente da idade, pois estas se tornam cada vez mais profundas com a repetição do movimento realizado sistematicamente. É certo que quando a ruga se aprofunda, formando verdadeiras “fraturas cutâneas”, deve-se associar outro procedimento como o preenchimento cutâneo com ácido hialurônico ou ácido Poli-L-lactico para complementar o tratamento desta ruga.
Qual mecanismo de ação?
As injeções são realizadas com agulhas finas do tipo insulina que injetam a substância diretamente no músculo sob a pele. A toxina bloqueia o impulso nervoso responsável pela contração muscular naquele local, fazendo com que ao longo de até seis meses não haja trabalho muscular. Como o músculo não se movimenta, a pele sobre ele fica mais lisa. Este efeito tanto elimina as rugas prevenindo o agravamento delas ao longo do tempo, quanto evita que as mais profundas sejam pioradas pela mímica constante que as provocam. Por isso, antes que elas sejam realmente instaladas, pode-se recorrer à Toxina Botulínica.
Qual a segurança desta medicação?
As injeções de Toxina Botulínica são produzidas a partir de uma bactéria o Clostridium botulinum que produz várias neurotoxinas. A neurotoxina utilizada na dermatologia é a do tipo A, que é a mais potente e foi purificada para ser usada na paralisação de músculos. Há muitos anos, desde 1895 quando foi extraída pela primeira vez por um professor belga, sofreu várias modificações para se ter segurança de seu uso em humanos. Somente em 1950 surgiram os primeiros estudos clínicos na tentativa de tratamento do estrabismo em macacos. Em 1979 foi aprovada pelo FDA, onde logo surgiram estudos para o uso em estética, neurologia, traumatologia e oftalmologia. Como se vê, pode-se pensar que é algo muito novo, mas sua longa trajetória até a aprovação para uso cosmético respalda sua segurança. Porém, convém lembrar que se trata de procedimento médico e deve ser realizado por profissional habilitado com experiência nesta técnica.
Quais os efeitos colaterais?
Como todo procedimento cirúrgico existem efeitos colaterais, mas são raros. O mais comum de todos é a ptose palpebral, quando a pálpebra superior fica caída temporariamente. Ocorre pela migração inadvertida da substância para áreas circunvizinhas as quais não desejaríamos tratar. Neste caso, o músculo elevador da pálpebra recebe a toxina e paralisa seu efeito, o de elevá-la. Também pode ocorrer dor de cabeça logo após a aplicação e ecmoses (manchas roxas) nos pontos das picadas por discreto sangramento. Gestantes ou pacientes com problemas neurológicos não devem utilizar a substância.
Posso ficar com o rosto “congelado”, sem expressão?
A maneira de aplicação da Toxina também evoluiu muito com o tempo. Há alguns anos realmente se reparava quem a havia aplicado, pois a pessoa ficava com um ar paralisado nitidamente um visual “congelado”. A tendência agora é deixar a aparência bastante natural. Isso vai depender da quantidade do material injetado em cada região e da técnica sem falar é claro, no desejo do paciente e senso estético do dermatologista. Por isso, faz toda diferença optar por um especialista que tenha experiência no método e que avalie o seu rosto de forma individual, já que não há uma receita única para a aplicação da substância.
E quanto as agulhadinhas?
A dor na aplicação se assemelha a uma pequena vacina, muitas pessoas a suportam, pois as agulhadas são rápidas, questão de segundos! Para as pessoas que se apavoram com qualquer agulha, existe um creme anestésico que pode ser aplicado na pele 30 a 40 minutos antes para alívio das picadas. Não pode ser este o motivo da sua desistência em adotar este método para melhorar a aparência e rejuvenescer. Uma boa orientação pessoalmente é o melhor caminho! |